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Restrição de calorias pode ser benéfica para memória dos idosos, diz estudo

Uma dieta de restrição de calorias pode ajudar os idosos a manter a memória afiada, segundo estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences. Acompanhando, por três meses, 50 pessoas com sobrepeso e com média de idade de 60 anos, os pesquisadores da Universidade de Münster, na Alemanha, notaram que o grupo que havia restringido em 30% a ingestão de calorias teve uma melhora significativa na memória verbal (teste da capacidade de lembrar palavras de uma lista minutos depois de lê-las); enquanto os grupos que não reduziram o consumo de calorias não apresentaram resultados significativos. Além disso, o grupo que comeu menos calorias apresentou menores níveis de insulina e de marcadores inflamatórios no sangue, o que poderia explicar o efeito da dieta na memória. Porém, mais estudos são necessários para desenvolver novas estratégias de prevenção e tratamento do declínio cognitivo em idosos.

leia mais sobre o estudo no PNAS (em inglês)

 

 
 

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Muitas mulheres com câncer de mama na família ignoram riscos da obesidade

Um estudo publicado na revista médica International Seminars in Surgical Oncology indica que a maioria das mulheres com histórico de câncer de mama na família está acima do peso ideal, aumentando ainda mais seu risco de desenvolver a doença. Avaliando 92 mulheres com histórico familiar de câncer de mama, os pesquisadores descobriram que a maioria estava acima do peso, com 37% delas sendo obesas. Além disso, poucas se exercitavam o suficiente - de 59 mulheres na pós-menopausa, apenas 15% se exercitavam pelo menos quatro horas por semana. Os autores destacam que o sobrepeso pode aumentar os riscos da doença possivelmente porque o excesso de gordura aumenta os níveis de estrogênio e outros hormônios que podem alimentar o crescimento ou disseminação dos tumores. Por isso, eles recomendam que principalmente as mulheres sob maior risco mantenham um estilo de vida saudável para a prevenção do câncer de mama.

leia mais sobre o estudo no ISSO (em inglês)

 
 

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Alguns medicamentos comuns podem prejudicar memória dos idosos

Um estudo recente da Universidade de Yale, nos EUA, sugere que o uso de alguns medicamentos pode estar associado ao declínio cognitivo em idosos. Segundo os autores, os anticolinérgicos - medicamentos comumente usados para tratar uma série de distúrbios, incluindo gastrointestinais e respiratórios - podem afetar neurotransmissores importantes para a função cerebral.

Avaliando os efeitos dessas drogas em 500 homens acima de 65 anos relativamente saudáveis, mas com pressão alta, os pesquisadores descobriram que aqueles que tomavam o medicamento ao longo de um ano, principalmente combinado com outros remédios, apresentavam problemas de memória e em realizar tarefas comuns, como fazer compras e controlar as finanças.

Segundo os especialistas, os idosos são mais vulneráveis a esses efeitos por causa das mudanças provocadas pelo envelhecimento, por isso os médicos devem ter especial atenção a esses pacientes para minimizar os riscos e aumentar os benefícios dos remédios.
 

leia mais sobre o estudo no JAGS (em inglês)

 
 

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Controle do peso melhora qualidade de vida de diabéticos, indica estudo

Pessoas com diabetes tipo 2 – doença associada à obesidade – apresentam melhora na qualidade de vida relacionada à saúde física e mental após um ano de participação em um programa de controle de peso, segundo estudo publicado nesta semana na revista científica Archives of Internal Medicine.

 

Avaliando mais de cinco mil pessoas com idades entre 45 e 74 anos, os pesquisadores da Universidade do Estado da Louisiana, EUA, descobriram que aqueles que participaram, por um ano, de programa de controle de peso perderam, em média, 8,8 kg, ou 8,6% de seu peso corporal. Além da melhora na forma e nos sintomas físicos, esse grupo apresentou redução nos sintomas depressivos, com melhora na qualidade de vida relacionada à saúde.

 

Com isso, os autores concluíram que um programa de controle de peso que combina exercícios, substituição de refeições por shakes e barras de cereais, e acompanhamento e aconselhamento de especialistas pode ser benéfico para os diabéticos.

leia mais sobre o estudo em AIM (em inglês)

 
 

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Ficar muito tempo sentado pode piorar apneia do sono, sugere estudo

Pesquisadores canadenses identificaram um curioso fator de risco para apneia obstrutiva do sono em homens com peso normal: permanecer muito tempo sentado. A apneia é marcada por breves interrupções da respiração, várias vezes durante o sono, aumentando os riscos de problemas cardiovasculares, além do ronco.

No novo estudo, os pesquisadores observaram que quanto mais tempo os homens passam sentados durante o dia, maior é o volume do fluido que passa da perna para o pescoço durante a noite, piorando a apneia. E, em pessoas mais ativas, as contrações dos músculos da panturrilha evitariam esse efeito.

Os pesquisadores testaram a hipótese em 23 homens não obesos com suspeita de apneia, e concluíram que o sedentarismo pode predispor à apneia não apenas por estar associada à obesidade (conhecido fator de risco), mas também por causa do acúmulo de líquidos nas pernas.
 

leia mais sobre o estudo em AJRCCM (em inglês)

 
 

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Estudo associa consumo de bacon e salsicha a um maior risco de leucemia

Crianças que comem regularmente carnes curadas, como bacon, salsicha e presunto, podem ter um maior risco de leucemia, segundo estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos EUA. Por outro lado, de acordo com os autores, o consumo de vegetais e produtos à base de soja pode ajudar a proteger as crianças contra esse tipo de câncer.

 

Os pesquisadores descobriram que, entre 515 crianças e adolescentes taiwaneses sem a doença, aqueles que comiam carnes e peixes curados mais de uma vez por semana tinham 74% maior risco de ter leucemia do que aqueles que raramente consumiam esses alimentos. E aqueles que consumiam mais vegetais e soja tinham a metade do risco observado entre as crianças que evitavam esses alimentos.

 

Embora mais estudos sejam necessários para confirmação, os autores recomendam moderação no consumo de alimentos processados por causa da grande quantidade de sal, açúcar e nitritos presentes nesses alimentos.

leia mais sobre a notícia na Reuters Health (em inglês)

 

 
 

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Perda de peso pode ajudar mulheres com incontinência urinária, diz estudo

Mulheres que sofrem com a incontinência urinária podem ter uma melhora significativa da perda involuntária de urina com a perda de peso, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos EUA. A obesidade é um conhecido fator de risco para o problema, porém, segundo os autores, faltavam evidências definitivas dos benefícios da perda de peso para essas pacientes.

 

Avaliando 338 mulheres que estavam acima do peso e que apresentavam dez ou mais episódios de incontinência por semana, os pesquisadores observaram que um programa de seis meses de perda de peso pode ajudar a reduzir a incontinência. O grupo que participou do programa perdeu uma média de 8% do peso, contra apenas 1,6% do grupo controle (que recebeu apenas educação sobre o problema); e teve uma redução de 47% nos episódios de incontinência, contra apenas 28% do outro grupo.

leia mais sobre o estudo em NEJM (em inglês)

 
 

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Apenas sete minutos de exercícios intensos por semana previnem o diabetes?

Se você não consegue seguir as recomendações de 30 minutos diários de exercícios, apenas sete minutos intensos por semana podem ser suficientes para prevenir o diabetes, segundo estudo britânico publicado na revista BMC Endocrine Disorders.

 

Na pesquisa, 16 homens com pouco mais de 20 anos que estavam fora de forma, mas que eram saudáveis, foram submetidos a exercícios na bicicleta ergométrica, pedalando o mais rápido possível por 30 segundos, cinco vezes por dia e três dias por semana.

 

Após apenas duas semanas, os pesquisadores notaram uma melhora de 23% na eficácia do uso da insulina para “limpar” a glicose da corrente sanguínea dos jovens. E esse efeito durava, em média dez dias após a última sessão de exercícios.

 

Embora não tenham avaliado outros benefícios, como os encontrados com a prática recomendada de horas semanais de exercícios, os autores destacam que pouco tempo de exercícios em alta intensidade pode ser uma forma de as pessoas muito ocupadas e sem tempo melhorarem sua saúde.

leia mais sobre o estudo em BMC ED (em inglês)

 
 

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Estudo indica que suco de maçã pode ser nova esperança contra o Alzheimer

Testes com camundongos realizados pela Universidade de Massachusetts, nos EUA, sugerem que o suco de maçã pode ser um aliado contra o declínio cognitivo e doenças como o mal de Alzheimer e outras demências. Em uma série de estudos de laboratório, os pesquisadores observaram que tomar o suco de maçã ajudou os roedores a terem melhor desempenho em testes no labirinto e a prevenir o declínio dessa habilidade com o envelhecimento. No teste mais recente, os cientistas demonstraram que camundongos que tomaram o equivalente, para os humanos, a dois copos de suco de maçã por dia por um mês produziram menos proteína amilóide beta, que é responsável pela formação de placas no cérebro associadas à doença de Alzheimer. Porém, mais estudos são necessários para confirmação da capacidade preventiva do suco.

leia mais sobre a notícia no JAD (em inglês)

 
 

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EUA aprovam testes com células-tronco embrionárias em humanos

A FDA, órgão que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, autorizou a empresa Geron Corporation a realizar o primeiro teste em humanos com células-tronco retiradas de embriões humanos. Em anúncio feito nesta sexta-feira, a empresa afirma que os testes devem começar já no meio deste ano, com as células sendo aplicadas no tratamento de danos na medula espinhal. Serão utilizadas células-tronco retiradas de embriões descartados por clínicas de fertilização e que já estavam disponíveis desde agosto de 2001, quando foram autorizadas pelo então presidente George W. Bush para uso em pesquisas. Inicialmente, os cientistas vão verificar a segurança da técnica; e procurar por sinais de recuperação nos dez voluntários, oito completamente paralisados.

 
 

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Acupuntura pode ajudar a aliviar dores de cabeça crônicas

Pessoas que sofrem frequentes dores de cabeça tensionais e enxaquecas podem conseguir alívio no tratamento com acupuntura - tradicional terapia chinesa com agulhas -, segundo duas revisões de estudos que avaliaram os resultados de 32 testes clínicos. Realizado por especialistas da Universidade de Munique, na Alemanha, os estudos indicaram que cerca de 47% dos pacientes cuja acupuntura foi incluída no tratamento convencional relataram que o número de dias sofrendo dores de cabeça reduziram pela metade, contra apenas 16% daqueles que mantiveram apenas o tratamento tradicional. Além disso, os testes mostraram que os pacientes tratados com acupuntura tendem a ter menos dores de cabeça (menor frequencia e intensidade) e menos efeitos colaterais do que aqueles tratados com medicamentos. Os autores destacam, porém, que mais estudos são necessários para investigar se os efeitos são fruto de mecanismos biológicos ou apenas psicológicos.

leia mais sobre o estudo em CL (em inglês)

 
 

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Redução da poluição do ar pode aumentar a expectativa de vida, indica pesquisa

A redução da poluição do ar nas últimas décadas pode ser uma das principais responsáveis por um aumento significativo na expectativa de vida nos Estados Unidos, segundo estudo publicado esta semana no The New England Journal of Medicine. "Apesar de estudos anteriores oferecerem evidências de que a poluição aérea é um fator de risco para doenças respiratórias e cardiovascular, este é o primeiro estudo a oferecer evidência empírica direta de que reduções de longo-prazo na poluição do ar contribuem para aumentos significativos na expectativa de vida". As análises mostraram que 51 cidades americanas tiveram um aumento de três anos na expectativa de vida nas últimas décadas. E, avaliando as mudanças no nível da poluição atmosférica, os especialistas notaram que, para cada 10 microgramas de metros cúbicos de redução da poluição, haveria um aumento de mais de sete meses na expectativa de vida. Eles estimam que até 15% do "prolongamento da vida" poderia ser creditado à redução da poluição. 

leia mais sobre o estudo no NEJM (em inglês)

 
 

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Trabalho voluntário pode prolongar a vida, afirmam especialistas

A realização de trabalhos voluntários, principalmente pelos idosos, pode ser um fator que ajuda a prolongar a vida, segundo pesquisadores da Mayo Clinic, nos EUA. De acordo com os especialistas, as pessoas mais velhas que fazem trabalhos voluntários apresentam menores taxas de doença cardíaca e vivem mais tempo do que aquelas que não participam desse tipo de atividade. Estudos indicam benefícios para a saúde entre pessoas que se comprometem com o voluntariado de 40 a 100 horas por ano - ou apenas duas horas por semana. Para as pessoas se engajarem no voluntariado, eles recomendam escolher a atividade baseado em seus interesses, no que faz você feliz ou o que lhe preocupa mais, combinando com suas habilidades; pesquisar organizações e oportunidades; e definir o tempo que você esta disposto a "ceder" ao trabalho voluntário.

leia mais sobre a notícia na UPI (em inglês)

 
 

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Beber moderadamente pode proteger idosos contra problemas físicos

O consumo leve ou moderado de bebidas alcoólicas pode proteger idosos saudáveis contra o desenvolvimento de problemas físicos que podem atrapalhar a realização de tarefas simples, como caminhar e se vestir, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos EUA. Porém, os autores destacam que, se tudo não começar com uma boa saúde, o consumo álcool pode não apresentar benefícios. Avaliando mais de 4 mil pessoas - média de idade de 60,4 anos, e 92% de brancos -, os pesquisadores notaram que aqueles que bebiam moderadamente (menos de 15 doses por semana e menos de quatro ou cinco por dia) tinham menos de 18% de chance de se tornar incapaz em cinco anos, enquanto os abstêmios tinham mais de 26%, e os "bebedores em excesso" tinham 21%. Considerando fatores como idade, tabagismo, exercícios, infartos e derrames, os autores descobriram que os benefícios estariam limitados àqueles que consideravam ter boa ou ótima saúde.

leia sobre a notícia na UCLA Newsroom (em inglês)

 
 

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Pesquisa testará células-tronco no tratamento de derrames

Cientistas do Southern General Hospital, na Escócia, vão iniciar testes clínicos para examinar se células-tronco retiradas de um feto abortado podem ser usadas para tratar pessoas que sofreram derrame. As células serão injetadas no cérebro desses pacientes, na esperança de que as áreas danificadas pelo derrame sejam regeneradas, aumentando sua capacidade de movimento e habilidade mental. Os testes estão previstos para começar no meio do ano, envolvendo inicialmente quatro grupos de três pacientes, e devem durar dois anos. Os médicos testarão primeiro a segurança do procedimento - será administrada uma pequena dose de dois milhões de células-tronco fetais, que vai sendo aumentada gradativamente até 20 milhões de células, número que os médicos acham o suficiente para o início da regeneração do tecido. Apesar das críticas de alguns grupos contrários a pesquisas com embriões, os cientistas negam problemas éticos, e estão otimistas com as possibilidades da pesquisa.

 
 

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Atividade física na adolescência pode prevenir diabetes, diz estudo

Um estudo publicado neste mês na revista cientifica Diabetes Care indica que a prática regular de atividades físicas na adolescência pode proteger contra o desenvolvimento do diabetes tipo 2, doença intimamente associada à obesidade. De acordo com os autores, os jovens moderadamente ativos queimam mais calorias e metabolizam de forma mais eficiente o açúcar do sangue do que os sedentários. Alguns estudos já indicavam o papel dos exercícios na prevenção da doença em adultos, e o novo estudo sugere que podem ajudar também a reduzir a crescente taxa de obesidade infantil e de diabetes na juventude. Avaliando 32 adolescentes com um aparelho que registra o movimento do corpo, pesquisadores da Universidade do Alabama, nos EUA, notaram que aqueles moderadamente ativos por uma semana tinham maior metabolismo no repouso e melhores resultados nos testes de tolerância à glicose do que os sedentários. Mais estudos são necessários.

leia sobre o estudo em Diabetes Care (em inglês)

 
 

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Pessoas tranquilas têm menor risco de demência, sugere estudo

Pessoas mais tranquilas, que não se estressam facilmente, podem ter menor risco de desenvolver demência, segundo do Instituto Karolinska, na Suécia. Acompanhando, por seis anos, 506 idosos que inicialmente não sofriam de demência, os pesquisadores observaram que pessoas mais calmas e relaxadas têm 50% menos risco de desenvolver a doença, em comparação com aquelas que têm tendência a se estressar. A pesquisa, publicada na revista Neurology, foi realizada através de questionários que incluíam questões relativas ao estilo de vida e à personalidade, e identificou pessoas com diferentes graus de estresse. Durante o período, foram registrados 144 casos de demência. E os mais extrovertidos (socialmente ativos e otimistas) pareciam estar mais protegidos contra a doença. Mais estudos são necessários.

 
 

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Doença pulmonar mata mais homens do que mulheres, indica estudo

Um estudo realizado na região Ásia-Pacífico sugere que homens com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) - enfisema pulmonar e bronquite crônica - correm mais riscos de serem hospitalizados e morrer do que as mulheres com a doença. De acordo com especialistas canadenses, há um grande crescimento da doença nessa região por causa do tabagismo e da poluição do ar em ambientes fechados. Avaliando dados epidemiológicos da região entre os anos de 1991 e 2004, os pesquisadores observaram, no ano de 2003, uma taxa de morte pela doença entre os homens variando entre 6,4 e 9,2 por 10 mil pessoas. Por outro lado, a taxa entre as mulheres era menor - variando de 2,1 a 3,5 por 10 mil. A ocorrência de doenças associadas à condição também seria maior entre os homens, com taxas de 32,6 a 334,7 por 10 mil, comparado com 21,2 a 129 por 10 mil entre as mulheres.

leia sobre o estudo em Respirology (em inglês)

 
 

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Estudo confirma benefícios cardiovasculares de consumir menos sal

Um estudo publicado na edição de fevereiro de 2009 do American Journal of Clinical Nutrition indica que a redução da quantidade de sal na alimentação pode ter um efeito "cardioprotetor" além da redução da pressão arterial. De acordo com especialistas australianos, comer menos sal pode, além da redução da pressão, melhorar a vasodilatação, reduzindo os riscos de problemas cardiovasculares. Os pesquisadores comprovaram isso em um estudo que comparou os efeitos de uma dieta pobre em sal com uma que utilizava a quantidade "normal" em 29 pessoas com sobrepeso ou obesas que apresentavam pressão arterial normal. Com isso, os autores concluíram que "independentemente do peso corporal e da pressão sanguínea, a redução do sódio oferece muitos benefícios à saúde".

leia mais sobre o estudo no AJCN (em inglês)

 

 
 

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Relaxar pode ser melhor do que dieta para perder peso, diz estudo

Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, sugere que relaxar pode ser mais eficaz para perder peso do que fazer dieta. Avaliando 225 mulheres com sobrepeso e obesas, os pesquisadores notaram que aquelas que participaram de um programa de dez semanas de meditação e visualização positiva tiveram mais sucesso no emagrecimento do que um grupo cujo programa incluía exercícios e nutrição e do que o outro grupo, que recebeu informações nutricionais. O primeiro grupo perdeu uma média de 2,5 quilos. Segundo os autores, programas que restringem a alimentação com foco na perda de peso trazem poucos resultados em longo-prazo; e a abordagem sem a dieta se concentra em melhorar o estilo de vida e a saúde, ajudando as pessoas "a lidar com pensamentos, emoções e atitudes", reduzindo ansiedade e depressão que podem levá-las a comer em excesso.

 
 

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Atividades físicas são essenciais para quem teve câncer, indica estudo

A prática de atividades físicas, mesmo em níveis menores do que os recomendados, pode melhorar a qualidade de vida de pacientes que tiveram câncer, segundo estudo da Universidade de Connecticut, nos EUA. Para melhorar diversos fatores relacionados à saúde, incluindo a qualidade de vida, esses pacientes são encorajados a fazer 150 minutos por semana de exercícios moderados a vigorosos. Porém, avaliando 319 sobreviventes do linfoma não-Hodgkin agressivo, os pesquisadores descobriram que "mesmo se os sobreviventes começarem com menores níveis de frequência e duração (de exercícios), esse comportamento pode ainda beneficiar de forma geral a qualidade de vida". Os resultados indicaram que os sedentários (20% dos voluntários) eram 3,5 vezes mais propensos a ter outros problemas médicos. E aqueles que seguiam as recomendações tinham melhor saúde física e mental que os outros. 

leia mais sobre o estudo no JCO (em inglês)

 
 

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Estudo destaca a importância de reduzir alimentação na meia-idade

Um estudo publicado, neste mês, no American Journal of Health Promotion indica que comer menos na meia-idade é essencial para prevenir o ganho de peso com o envelhecimento. Avaliando 192 mulheres na meia-idade por três anos, pesquisadores da Brigham Young University, nos EUA, descobriram que "as únicas que não tinham risco de ganhar peso eram as que aumentavam sua restrição alimentar". Comparadas com aquelas que mais reduziam o consumo com o tempo, as mulheres que não passavam a comer menos eram 69% mais propensas a ganhar mais de 1 kg e 138% mais aptas a ganhar 3 kg, além de terem 49% maior risco de aumentar em 1% sua gordura corporal. E essa tendência não se reduzia nem com a prática de atividades físicas. Os autores destacam que não é necessário sacrifícios, apenas parar de comer até ficar "cheia" e passar a comer para ficar satisfeita, além de comer mais frutas, vegetais e cereais em lugar de comidas ricas em gordura, açúcar e sal.

leia mais sobre a notícia na Reuters Health (em inglês)

 
 

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Tomar café pode proteger contra doença de Alzheimer, sugere estudo

O consumo de café na meia-idade pode reduzir os riscos de desenvolver doença de Alzheimer e outras demências na velhice, segundo estudo publicado no Journal of Alzheimer's Disease. Avaliando dados de um acompanhamento de 21 anos de mais de 1,4 mil pessoas com idades entre 65 e 79 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que tomavam café na meia-idade tinham menor risco de demência e Alzheimer mais tarde, comparados com aqueles que não consumiam a bebida. O menor risco - 65% menos chances de desenvolver a doença - foi observado entre aqueles que consumiam entre três e cinco xícaras de café por dia. Embora mais estudos sejam necessários, os autores destacam a importância da descoberta que pode ser abrir a possibilidade de abordagens alimentares para modificar o risco de Alzheimer ou para o desenvolvimento de outras terapias com base nesse efeito. 

leia mais sobre a notícia em Science Daily (em inglês)

 
 

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BOAS ENERGIAS

Contemplar uma pintura pode ser mais benéfica do que se imagina para a saúde como um todo. Você já notou que tipo de sensações elas despertam em você? A Arteterapia explica que essas sensações ajudam no reequilíbrio do corpo e da mente, tratando de problemas crônicos e distúrbios psicológicos. E uma das obras que tem chamado a atenção dos terapeutas são as imagens de Nossa Senhora ou, simplesmente, Madonas ("Minha Senhora" em italiano).  Prova disso é que muitos terapeutas têm indicado a contemplação dessas obras, independente da crença religiosa, para trazer harmonia interior. Parece que elas podem irradiar uma grande força curativa. 

Quem iniciou a idéia foi o educador austríaco Ruldolf Steiner, quando sugeriu a um músico alemão que as Madonas do pintor renascentista Rafael fossem contempladas como forma de tratamento para a alma. No livro A Força terapêutica das Madonas retrata bem o tema ao revelar a seqüência de Madonas sugerida por Steiner. A maior parte dos resultados apontou para o aumento da vitalidade, da conquista e de calma interior. 

Sabendo disso, se você acredita nas boas vibrações que a decoração de um ambiente pode proporcionar, aí está a dica de inovação e bênção para 2009!

 
 

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Antidepressivos podem aliviar sintomas de fibromialgia, indica estudo

Alguns tipos de antidepressivos podem aliviar a dor e melhorar o sono e outros sintomas da fibromialgia - condição crônica marcada por dor muscular e articular generalizada -, segundo estudo publicado no Journal of the American Medical Association. De acordo com os autores, a fibromialgia ocorre em 6% das pessoas na América do Norte e Europa, afetando principalmente as mulheres. Analisando 18 estudos envolvendo mais de 1,4 mil pessoas, os pesquisadores notaram que os velhos antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos parecem ter grande efeito em aliviar a dor, a fadiga e os distúrbios de sono desses pacientes. Por outro lado, inibidores seletivos da recaptação de serotonina, como o Prozac, apresentaram poucos efeitos nos sintomas de fibromialgia. Embora pareça que os antidepressivos ajudem contra fibromialgia, os autores recomendam que pacientes que usam esses medicamentos sejam acompanhados de perto pelo médico para avaliar os benefícios e riscos.

leia mais sobre o estudo em JAMA (em inglês)

 
 

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Baixas temperaturas podem aumentar pressão de idosos, sugere estudo

A queda das temperaturas no inverno pode causar um aumento na pressão sanguínea de pessoas idosas, segundo estudo publicado no Archives of Internal Medicine. De acordo com os autores, as variações sazonais da pressão já haviam sido notadas há anos, porém poucos estudos exploram esses efeitos da temperatura. Acompanhando, por dois anos, mais de 8,8 mil idosos na França, os pesquisadores notaram que as taxas de pressão alta aumentavam de 23,8% no verão para 33,4% no inverno. Os resultados indicaram que havia, no inverno, um aumento de até cinco pontos na pressão sistólica, com um aumento também na pressão diastólica. Embora as razões não estejam claras, os autores acreditam que isso ocorra porque os efeitos do tempo frio incluem a ativação do sistema nervoso simpático (que ajuda a controlar a resposta ao estresse) e a liberação do hormônio catecolamina (que pode aumentar a pressão ao acelerar o coração).

leia mais sobre o estudo AIM (em inglês)

 
 

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Cientistas desenvolvem "bom" colesterol sintético

Pesquisadores americanos anunciaram, nesta semana, no Journal of the American Chemical Society, o desenvolvimento de uma forma sintética do "bom" colesterol (HDL). A esperança é que o composto desenvolvido com nanotecnologia seja capaz de ajudar a eliminar o excesso de colesterol "ruim" (LDL) do organismo. Os especialistas da Northwestern University em Chicago, nos EUA, destacam que drogas como estatinas reduzem os níveis de LDL, mas não fazem muito para aumentar o "bom" colesterol, e as desenvolvidas para aumentar o HDL apresentam efeitos adversos. Por isso, eles desenvolveram uma molécula que imita o tamanho e a estrutura do HDL. Composto de partícula de outro, lipídios e uma camada de proteína, a molécula funcionaria atraindo e capturando o LDL que entope artérias reduzindo os riscos de infartos e derrames. Por enquanto, os pesquisadores ainda estão testando o HDL sintético em animais, mas a nova droga se mostra promissora.

leia mais sobre a notícia na Reuters Health (em inglês)

 
 

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Café em excesso pode causar alucinações, indica estudo

Beber muito café pode aumentar as chances de sofrer alucinações, segundo estudo da Universidade de Durham, na Grã-Bretanha. Avaliando 200 estudantes, os pesquisadores concluíram que pessoas que consomem mais de sete xícaras de café instantâneo por dia têm três vezes maior probabilidade de ouvir vozes, ver coisas que não existem ou acreditar que estão sentindo a presença de pessoas que já morreram, comparadas àquelas que tomam menos de uma xícara diariamente. De acordo com os autores, isso pode ocorrer pelo fato de a cafeína aumentar os efeitos fisiológicos do estresse, aumentando a produção do hormônio cortisol, que, em altas concentrações, pode fazer com que a pessoas escute vozes não existentes. Eles lembram que as alucinações não são necessariamente sinal de doença mental, e o estudo pode ajudar a desvendar o efeito da nutrição nas alucinações.

 
 

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Obesidade pode aumentar risco de câncer de ovário

Mulheres obesas podem ter um maior risco de desenvolver câncer no ovário, segundo estudo que será publicado na edição de fevereiro da revista científica Cancer. Avaliando mais de 94 mil americanas com idades entre 50 e 71 anos, acompanhadas por mais de sete anos, os pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos descobriram que, entre as mulheres que nunca fizeram reposição hormonal, as obesas tinham 83% maior risco de câncer de ovário, comparadas com aquelas que apresentavam peso normal. E os efeitos seriam maiores da obesidade no início da idade adulta. Entre as mulheres que fizeram a terapia hormonal, os riscos eram menores. Os autores destacam que ainda não está claro de que forma a obesidade contribui com o câncer ovariano, mas eles

leia mais sobre o estudo em Cancer (em inglês)

 

 
 

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Estudo associa estresse no trabalho a um maior risco de derrames

Homens que têm mais estresse no trabalho são mais propensos a sofrer um derrame, segundo um estudo japonês recentemente publicado na revista científica Archives of Internal Medicine. Acompanhando, por 11 anos, mais de 6,5 mil pessoas com menos de 65 anos, os pesquisadores observaram que os homens com muita pressão no trabalho tinham mais de duas vezes maior risco de derrame do que homens que não sofriam grande estresse. No decorrer do estudo, houve 147 casos de derrame - 91 em homens e 56 entre as mulheres. E o risco das mulheres não parecia ser muito afetado pelo estresse no trabalho. Considerando grande variedade de empregos e funções, os autores concluíram que trabalhos com grande demanda e que o trabalhador tem pouco controle das funções são os mais estressantes.

leia mais sobre o estudo no AIM (em inglês)

 
 

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Atletas também podem ter síndrome metabólica, alertam especialistas

Um estudo realizado com jogadores de futebol americano indica que atletas também podem sofrer de síndrome metabólica - conjunto de fatores de risco para doença cardíaca, incluindo pressão alta, obesidade abdominal, glicose alta, triglicérides alto, e baixos níveis de colesterol "bom" (HDL). Avaliando 70 jogadores em idade universitária, os pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio descobriram que metade deles apresentava pelo menos três dos cinco fatores de risco, indicando síndrome metabólica. De acordo com os autores, os resultados são preocupantes, pois todos acreditam que, por serem jovens e atletas, eles estão livres desses fatores de risco para doença cardíaca e diabetes. Com isso, os especialistas recomendam que, principalmente nos esportes onde os atletas são mais "robustos", haja triagem para a síndrome.

leia mais sobre o estudo no JAT (em inglês)

 
 

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Exercícios melhoram o sono de pessoas com síndrome das pernas inquietas

A prática de exercícios físicos pode melhorar o sono de pessoas que sofrem de insônia ou interrupções no sono causadas por movimentos das pernas, segundo estudo brasileiro publicado na revista científica Medicine & Science in Sports & Medicine. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo avaliaram os padrões de sono de 22 voluntários com movimentos periódicos dos membros inferiores, normalmente associados à síndrome das pernas inquietas. E eles observaram que, entre aqueles submetidos a 72 sessões de treinamento físico em seis meses, houve redução no movimento periódico das pernas; melhora na eficiência do sono e no sono REM; e redução do tempo que levam para dormir e da quantidade de vezes em que acordam à noite. Segundo os autores, a liberação de beta-endorfinas e compostos opioides após os exercícios podem ser os responsáveis pelos resultados. Por isso eles indicam a prática como alternativa barata e eficaz para tratar o problema.

leia mais sobre o estudo no MSSM (em inglês)

 
 

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Manter-se em forma pode beneficiar cérebro de idosos, diz estudo

Um estudo recentemente publicado na revista especializada Neurobiology of Aging indica que, para os idosos, estar em boa forma física beneficia o funcionamento do cérebro. Segundo os pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, a prática de atividades físicas melhora o fluxo sanguíneo no cérebro, beneficiando as habilidades cognitivas. Avaliando 42 mulheres com média de idade de 65 anos, os pesquisadores notaram que, comparadas às participantes inativas, aquelas que praticavam atividades aeróbicas regulares tinham 10% menor pressão arterial; 5% maior resposta vascular no cérebro durante exercícios e quando os níveis de dióxido de carbono no sangue estavam elevados; e 10% maior pontuação em função cognitiva. E os autores destacam que uma simples caminhada todos os dias pode ajudar a manter a mente afiada e a envelhecer com saúde.

leia mais sobre o estudo em NA (em inglês)

 
 

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Estudo indica que estatinas podem ajudar a prevenir doença de Alzheimer

O uso de medicamentos comumente utilizados para o controle do colesterol - as estatinas - pode reduzir a ocorrência de doença de Alzheimer, segundo estudo publicado na edição de janeiro do Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry. Na pesquisa, os especialistas analisaram dados de quase 7 mil pessoas com 55 anos ou mais e que não tinham demência no início do estudo. E, em dez anos de acompanhamento, descobriram que os usuários de estatinas tinham 43% menor risco de ter doença de Alzheimer, comparados com os não-usuários. Os resultados indicaram também que a proteção se dava independentemente do tipo de estatina utilizada e dos riscos genéticos para a doença. Os especialistas destacam que, agora, a tarefa será descobrir em que período da vida o uso desses medicamentos trariam maiores benefícios, com o objetivo de direcionar, de forma mais eficaz, o tratamento com estatinas. 

leia mais sobre o estudo no JNNP (em inglês)

 

 
 

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Reposição hormonal pode reduzir risco de câncer colorretal, indica pesquisa

O uso em longo-prazo da controversa terapia de reposição hormonal pode reduzir os riscos de desenvolver o câncer colorretal, segundo estudo da Associação Americana para Pesquisa do Câncer. A terapia é comumente usada para tratar os sintomas da menopausa, mas é associada, por alguns estudos, a um maior risco de câncer de mama. Em pesquisa com mais de 56 mil mulheres de meia-idade e idosas, acompanhadas por 15 anos, os pesquisadores descobriram uma redução de até 48% no risco de câncer colorretal entre aquelas que faziam a reposição hormonal. O uso de qualquer terapia com estrogênio foi associado a uma redução de 17% no risco, mas a maior proteção foi observada no uso de estrogênio associado à progestina. Os autores acreditam que isso aconteça pelo fato dos hormônios reduzirem os níveis de fatores de crescimento semelhante à insulina, que cumprem um papel no desenvolvimento de tumores colorretais.

leia mais sobre o estudo em CEBP (em inglês)

 
 

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Dormir demais pode ter impacto negativo no colesterol?

Idosos e pessoas de meia-idade que dormem demais apresentam maiores níveis de colesterol total e menos colesterol "bom" (HDL), segundo estudo publicado na revista científica Psychosomatic Medicine. De acordo com os autores, diversos estudos indicam que dormir demais ou de menos aumentam os riscos de doença cardíaca, sendo ideal sete a oito horas de sono por noite. Avaliando a relação do colesterol com a duração do sono em 768 pessoas com idades entre 57 e 97 anos, eles notaram que aqueles que dormiram mais durante os sete dias de monitoramento tinham maior nível de colesterol. Para aqueles com menos de 65 anos, o maior tempo na cama era o principal responsável pela relação - possivelmente por serem menos ativos -, enquanto, entre os mais velhos, isso se dava pelo fato de que aqueles com sono fragmentado tinham colesterol mais baixo. Mais estudos são necessários para desvendar as razões.

leia mais sobre o estudo em PM (em inglês)

 
 

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É comum o casal compartilhar fatores de risco para doenças cardíacas

Um novo estudo publicado no American Journal of Epidemiology indica que, se um dos cônjuges apresenta fatores de risco para doença cardíaca, o outro tem grandes chances de apresentar os mesmos indicadores, incluindo o hábito de fumar, o índice de massa corporal, a pressão sanguínea, triglicérides, peso e colesterol "ruim" (LDL). Avaliando 71 pesquisas sobre o assunto, incluindo mais de 100 mil casais, os pesquisadores concluíram que as similaridades entre os esposos ocorrem de forma mais comum para o hábito de fumar e para o índice de massa corporal. Segundo os autores, há duas razões para essa similaridade entre os cônjuges: uma é que eles compartilham os mesmos fatores ambientais, tendo o mesmo estilo de vida; e outra é a tendência de as pessoas se sentirem atraídas por outras que combinem com elas (com os mesmos gostos, por exemplo). Com isso, eles concluíram que as intervenções para reduzir os fatores de risco devem ser direcionadas aos casais e famílias, ao invés de apenas focar os indivíduos.

leia mais sobre o estudo no AJE (em inglês)

 
 

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Durma mais para comer menos, indicam pesquisadores

Se você está querendo comer menos lanchinhos entre as refeições, com o objetivo de perder peso, você deve dormir mais durante a noite, segundo pesquisadores da Universidade de Chicago, nos EUA. Em estudo recente, 11 voluntários passaram duas semanas, em laboratório, dormindo cinco horas e meia por noite, fazendo as refeições normalmente e com acesso ilimitado a lanchinhos; três semanas depois, eles voltaram ao laboratório, mas passando a dormir oito horas e meia por noite durante duas semanas. Os especialistas notaram que, quando dormiam menos, os voluntários comiam 220 calorias extras em lanches, principalmente com o consumo de carboidratos no período da noite. E, como os níveis de atividades físicas não se alteravam, essas calorias a mais levavam ao aumento de peso.

leia mais sobre o estudo no AJCN (em inglês)

 
 

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Idosos que fumam têm maior risco de doença de Alzheimer, diz estudo

Um estudo recente do Imperial College London, no Reino Unido, indica que idosos que fumam podem enfrentar um maior risco de desenvolver doença de Alzheimer. Em revisão de estudos que incluíam pessoas com 65 anos ou mais, os pesquisadores descobriram que aqueles que fumavam tinham 79% maior risco de ter a doença neurodegenerativa, comparados com os não-fumantes. Além disso, os fumantes atuais tinham propensão um pouco maior (não estatisticamente significativo) a outros tipos de demência e ao declínio mental relacionado à idade. Os autores explicam que fumar pode aumentar os riscos de demência da mesma forma que afeta a saúde cardiovascular - danificando vasos e atrapalhando o fluxo sanguíneo. "Isso daria às pessoas mais uma razão para parar o hábito ou, melhor ainda, nunca começar", concluíram. 

leia sobre o estudo em BMC Geriatrics (em inglês)

 
 

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Trinta minutos diários de caminhada previnem ganho de peso com a idade

Caminhar apenas 30 minutos por dia pode ser o suficiente para evitar o aumento de peso que ocorre com o envelhecimento, segundo estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Acompanhando, por 15 anos, cerca de 5 mil pessoas com idades entre 18 e 30 anos, pesquisadores descobriram que, entre as mulheres mais pesadas, meia hora de caminhada todos os dias reduzia, em até 450 gramas por ano, o ganho de peso que costuma acompanhar o envelhecimento. Entre os homens, esse aumento no nível de atividade física também fazia efeito, mas de forma menos significativa. Com isso, os especialistas concluíram que "caminhar é de particular relevância porque é geralmente uma forma barata e acessível de atividade física para muitas pessoas" e pode "melhorar não apenas o controle do peso como também a saúde pública geral". 

leia mais sobre o estudo no AJCN (em inglês)

 
 

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Controle dos vasos sanguíneos poderá ajudar contra obesidade, diz estudo

Em testes com ratos, cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, usando baixas temperaturas, conseguiram fazer com que os roedores desenvolvessem mais vasos sanguíneos no tecido adiposo, levando-os a metabolizar a gordura corporal mais rapidamente. Baseados nos resultados, os especialistas esperam aprender um modo de controlar o desenvolvimento dos vasos sanguíneos em humanos com o objetivo de combater a obesidade e o diabetes. Eles destacam que o crescimento e o metabolismo das células de gordura dependem do oxigênio e dos nutrientes do sangue, por isso o controle do desenvolvimento de vasos sanguíneos no tecido de adiposo poderia ser uma forma de regular a gordura corporal. No experimento, a formação de novos vasos foi seguida pela transformação da gordura branca em marrom, que tem maior atividade metabólica e é quebrada mais facilmente, indicando um mecanismo que, no futuro, pode ser utilizado como opção terapêutica contra a obesidade.

leia mais sobre o estudo em CM (em inglês)

 
 

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Aventure-se pelos microblogs!

Saiba mais sobre o Twitter, Gengibre e 12secondstv

Conhece os microbloggins? Trata-se de uma espécie de blog em miniatura, nos quais os autores escrevem principalmente suas citações e pensamentos, mas em alguns casos também incluem links interessantes, fotos e vídeos. Normalmente, os posts são extremamente curtos, com até 140 caracteres. Assim, eles se colocam no meio do caminho entre um blog comum e as mensagens SMS dos celulares. Mas, esses serviços podem fazer muito mais. Confira!

12seconds

Twitter

Gengibre

 
 

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Bactéria pode ser nova arma contra a dengue, afirmam cientistas

Pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, anunciaram a decoberta de que a bactéria Wolbachia pode reduzir a expectativa de vida e a fertilidade dos mosquitos portadores do vírus Aedes aegypti, podendo ajudar no combate à dengue. Em artigo publicado na edição deste mês da revista Science, os cientistas afirmam que uma versão modificada da bactéria se propaga com facilidade através de mosquitos criados em laboratório e reduz a expectativa de vida dos insetos pela metade. Além disso, a bactéria pode ser transmitida da fêmea para os filhotes; e os machos infectados sofrem alterações que fazem com que produzam filhotes só com fêmeas infectadas. Os autores destacam que esse pode ser um meio barato de erradicar o mosquito da dengue, porém mais estudos são necessários para investigar se a propagação seria bem sucedida fora do laboratório. 

leia mais sobre a pesquisa em Science (em inglês)

 
 

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Redução de estômago reduz impotência sexual ligada à obesidade

A impotência sexual que comumente ocorre em homens muito obesos pode melhorar com a cirurgia de redução de estômago, segundo estudo publicado no Journal of the American College of Surgeons. Avaliando 97 obesos mórbidos que sofriam de disfunção sexual, pesquisadores americanos notaram que, após uma perda de peso significativa (2/3 do excesso de peso, em média) com a cirurgia de redução de estômago, os participantes apresentavam melhoras consideráveis na função sexual. Os autores destacam que os obesos mórbidos têm o mesmo grau de disfunção sexual de um homem não-obeso que têm 20 anos a mais; mas "a função sexual melhora substancialmente após a cirurgia de gastroplastia". Os especialistas pretendem, agora, avaliar a função sexual feminina e investigar os mecanismos da disfunção sexual relacionada à obesidade.

leia mais sobre a notícia na Reuters (em inglês)

 
 

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Um doador de sangue pode salvar até quatro vidas, afirma especialista

Uma boa resolução para o ano novo seria doar sangue, pois, segundo os hemocentros brasileiros, há sempre uma grande queda no número de doadores justamente na época em que aumenta o número de acidentes - no período das festas de final de ano até depois do carnaval. De acordo com o médico Laurie Sutor, pesquisador da Universidade do Sudoeste, nos EUA, "uma pessoa pode doar um pint (aproximadamente 473 ml) de sangue que pode salvar até quatro vidas". O sangue é necessário tanto para emergências quanto regularmente para casos de câncer, doença cardíaca e doença falciforme. "Doar sangue pode ser fácil, além do benefício emocional de saber que você está potencialmente ajudando a salvar diversas vidas", concluiu o especialista.

leia mais sobre a notícia na UPI (em inglês)

 
 

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Nanopartículas de ouro podem ajudar no combate ao câncer, diz estudo

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, anunciaram a descoberta de uma forma de usar nanopartículas de ouro para melhorar o uso de medicamentos contra doenças como câncer. Segundo os pesquisadores, o sistema permite a liberação de uma quantidade determinada da droga em partes específicas do corpo durante intervalos controlados. As nanopartículas, que carregariam os remédios, se dissolvem quando expostas a diferentes níveis de luz infravermelha, por isso poderiam liberar as substâncias no corpo de forma controlada. As vantagens desse sistema seria que os remédios poderiam ser aplicados diretamente nos tumores, o que aumentaria sua eficácia e evitaria os efeitos colaterais de terapias convencionais, como a quimioterapia. Porém, o trabalho ainda está em fase inicial e a tecnologia ainda não está pronta para testes em humanos.

 
 

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Incapacidade física pode aumentar satisfação com o casamento?

As limitações físicas causadas por acidente ou alguma doença podem aumentar a satisfação com o casamento, segundo especialistas da Universidade Brigham Young, nos EUA. Os resultados de uma pesquisa com mais de 1,2 mil pessoas casadas acompanhadas por 12 anos indicam que, quando um dos dois perde a capacidade de realizar as atividades diárias (como se vestir, tomar banho, comer sozinho ou fazer as tarefas domésticas), o casal reporta uma "melhora" no relacionamento, com um aumento na satisfação em relação ao período anterior. E esse efeito se dava principalmente em relação aos homens cuja esposa se tornou fisicamente incapaz e para homens e mulheres que ficaram com restrições físicas. Embora não saibam exatamente porque isso ocorre, os autores especulam que, com as limitações físicas permanentes de um dos cônjuges, há um aumento na interação do casal. 

leia mais sobre a notícia no BYU News (em inglês)

 
 

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Estudo indica que insônia é responsável por enormes custos econômicos

Um estudo publicado na edição de janeiro da revista Sleep indica que os custos indiretos anuais com a insônia em apenas uma província do Canadá chegam a bilhões de dólares. Os pesquisadores estimam que, em 2002, o total de custos com o problema em Quebec chegou a 6,5 bilhões de dólares canadenses, cerca de 1% do PIB da província. Desse montante, cerca de 5 bilhões foram relacionados aos custos indiretos associados a perdas de horas de produtividade. Segundo os pesquisadores, esses números correspondem a 27,6 dias perdidos em produtividade no trabalho no ano por pessoas que sofrem de insônia. O segundo maior custo indireto seria com a falta ao trabalho propriamente dita, que representaria 4,4 dias perdidos por ano pelos insones. O governo de lá gastaria, por ano, mais de 5 mil dólares com pessoas diagnosticadas com insônia e mais de 1,4 mil dólares com aqueles que têm sintomas do problema. Por isso, os especialistas defendem políticas públicas para a redução do peso do problema.

leia mais sobre o estudo no Sleep (em inglês)

 
 

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Meditação pode ajudar crianças com déficit de atenção e hiperatividade

A prática de meditação transcendental pode ajudar crianças com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade a controlar os sintomas, segundo estudo publicado na revista especializada Current Issues in Education. Avaliando dez crianças com idades entre 11 e 14 anos e que apresentavam o distúrbio, os pesquisadores descobriram que, após três meses praticando a meditação duas vezes ao dia por dez minutos, os pacientes apresentavam menores níveis de estresse e ansiedade, assim como uma melhora no comportamento e na capacidade de pensar e de se concentrar. Na meditação transcendental, os praticantes se sentam confortavelmente por dez a 15 minutos com os olhos fechados, repetindo um mantra (um som, palavra ou frase) silenciosamente. E esses pacientes avaliados se adaptaram facilmente à técnica. Por isso, os autores defendem a realização de estudos maiores para avaliar seu uso no tratamento do déficit de atenção e hiperatividade.

leia mais sobre o estudo no CIE (em inglês)

 
 

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Maioria ignora sinais que precedem o ataque cardíaco, diz estudo

Um estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, indica que poucos pacientes procuram ajuda meses antes de um infarto, quando apresentam os primeiros sintomas, como fadiga e falta de ar. Analisando dados de mais de 14 mil pacientes atendidos em unidades de emergência, no período entre os anos de 1999 e 2001, por causa de infarto ou outra síndrome coronariana aguda, os pesquisadores notaram que apenas 16% haviam consultado um médico nos 90 dias anteriores ao ocorrido por causa de sintomas como dor, ansiedade e fadiga. Baseados nos resultados, os autores defendem políticas públicas para aumentar a prevenção a eventos cardíacos mais graves. "A sugestão de melhora na sobrevida pode oferecer uma oportunidade para o aumento da educação pública sobre outros sintomas que podem sugerir o desenvolvimento de doença cardíaca, e encorajar as pessoas a consultar seu médico". 

leia mais sobre o estudo no AHJ (em inglês)

 
 

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Mulheres obesas têm maior risco de distúrbios de personalidade, diz estudo

Mulheres com sobrepeso ou obesas são mais propensas a ter transtorno de personalidade antissocial, paranóia e fobia social do que as mais magras, segundo estudo da Universidade de Manitoba, no Canadá. Por outro lado, entre os homens, os quilos a mais parecem reduzir os riscos. Avaliando 43 mil adultos nos Estados Unidos, os pesquisadores notaram que as mulheres acima do peso tinham mais chances de apresentar transtornos de personalidade. O transtorno de personalidade esquiva é marcado por timidez extrema, medo de rejeição e pelo fato de evitar as interações sociais; enquanto o transtorno de personalidade antissocial é caracterizado pelo desrespeito ao direito do outro. Os autores acreditam que a ligação entre a obesidade e esses distúrbios é uma via de mão dupla, pois mulheres com os problemas de personalidade tendem a ser mais sedentárias, levando ao aumento do peso; e a estigmatização das mulheres obesas, por sua vez, pode levar a problemas de personalidade. 

leia mais sobre o estudo em PM (em inglês)

 

 
 

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Fumantes com aneurisma na família têm seis vezes maior risco de derrame

Os fumantes que possuem um histórico de aneurisma cerebral na família podem ter até seis vezes maior risco de sofrer um derrame decorrente de aneurisma, segundo estudo publicado na edição de janeiro revista Neurology. Na pesquisa, foram incluídas 339 pessoas que haviam sofrido derrame de aneurisma - metade eram fumantes - e mais de mil pessoas que não tiveram esse tipo de problema. E as análises indicaram que os fumantes com histórico familiar de derrame tinham um elevado risco de sofrer o evento cardiovascular. Os resultados indicaram, porém, que esse risco poderia ser reduzido pela metade parando de fumar. Com isso, os autores ressaltam que, se todos devem parar de fumar, aqueles com histórico familiar de derrames devem ser os primeiros a tomar a iniciativa. 

leia mais sobre o estudo em Neurology (em inglês)

 
 

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Tomar café pode proteger contra câncer oral, indica estudo

Um novo estudo realizado no Japão indica que tomar café pode reduzir o risco de desenvolver cânceres da cavidade oral e de garganta. Avaliando informações sobre a dieta e consumo de café de mais de 38 mil pessoas com idades entre 40 e 64 anos e sem histórico inicial de câncer, pesquisadores da Universidade Tohoku descobriram que, comparados àqueles que não consumiam café, os participantes que tomavam uma ou mais xícaras por dia tinham a metade do risco de desenvolver câncer de boca, faringe e esôfago. Em 13 anos de acompanhamento, houve 157 casos de câncer oral e da garganta, mas o consumo do café pareceu proteger inclusive pessoas com maior risco de ter essas doenças - aqueles que bebiam e fumavam mais. Porém, eles ressaltam que a melhor forma de prevenção é parar de consumir bebidas alcoólicas e parar de fumar.

leia mais sobre o estudo no AJE (em inglês)

 

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